A minha caixinha de memórias

do fundo da minha alma até ti


e chá acabado de fazer?

 

É aqui que estou sempre, com os amigos que me levam a passear

a longínquas paragens, tempos e pensamentos

e partilham comigo, um chazinho ou um cafezinho.

Longe, longe. perto, perto...

 

pela África nos olhos claros da Ju

Estivemos lá um tempão, a ouvir a sinfonia dos pássaros (alguns, disse-lhes, eram ondjundjos, belíssimos), a tirar fotos, a conversar entre nós e com as lavadeiras. Trouxe dois picos enormes, de uma espinheira. Castanheira de Pêra, Algés, Alcácer, são outras terrinhas daquela zona, além de Freixiel, raio de nomes tão portugueses… Penso, mas não tenho a certeza disso, que se trata de povoações que terão nascido de raiz com a barragem. Um dia destes investigo, se calhar só quando estiver muito longe, no Puto. "Lá looonge, em Kapelongo", dizia-se na Chibia e no Lubango, quando se queria indicar que um sítio ficava muito longe. Lá looonge, então, vou investigar, sim, se não me esquecer…

Deixámos o Mário com a "sua gente" e viajámos de regresso ao Lubango. Tivemos um furo em Castanheira de Pêra, foi a Sara, que ia na kibula, quem deu logo por ele. E então sucedeu a cena mais engraçada e ternurenta desta viagem: os putos que vinham da escola com as suas cadeirinhas de plástico azul enfiadas nos braços, instalaram-se nelas, bem sentadinhos, a ver o espectáculo das operações de procurar o macaco e pneu sobresselente, mudar o pneu, com um grande caco espetado e, de cada vez que mudava o ângulo de boa observação, deslocavam as cadeiras e instalavam-se de novo. Foi o máximo! Só no fim se tiraram fotografias, já que o Mico, cheio de fome e chateado com o furo, estava com um humor de cão e nem nos atrevíamos a rir… Tentámos almoçar na Matala, depois de termos ido a uma "oficina" (ainda em Castanheira de Pêra) para arranjar o pneu, à maneira muito antiga. Não conseguimos: toda a gente a quem fomos perguntando onde é que podíamos comer nos disse que "aqui não se come", o que nos deixou intrigados e desesperados. Já aqui no Lubango chegámos à conclusão de que tínhamos passado ao lado do centro da povoação, quando nos disseram que "ao pé do Banco" se comia bem – que raiva! Acabámos por ir direitos ao bar do Tony (outro amigo do Mário) no Quipungo, onde não encontrámos mais nada para comer senão cervejas Ngola, sumos, água, bolachas e café de cevada. Foi nesse bar que, à ida (esqueci-me de contar), comprámos jornais, "Folha 8", "Jornal de Angola" – e ficámos pasmados com algumas coisas que já deixam (!) escrever por cá. A estrada tem cerca de 60 km óptimos e o resto, cerca de 100, uma peste. Fartámo-nos de apanhar maboques, já disse que nunca vi tantos maboqueiros! Temos sempre dado boleia a quem nos vai pedindo pelos caminhos que percorremos, desta vez foram muitos, com galinhas e tudo. A Sara, na kibula, divertiu-se imenso. Chegámos estafados e porcos mas ainda estivemos lá em baixo, à porta do Huíla Café, a conversar um pouco com o Funka (chegou hoje e foi para casa do sócio para podermos continuar na dele!) e com o Eurico, o dono do jeep novo em que temos viajado. Há bocado jantámos todos no Bambu, com o Gil e mulher, Funka, general João Traguedo e Maga. E pronto, estou mesmo esbodegada…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria Júlia Vieira Monteiro Jaleco. Cobras e Lagartos, ProzHaria,

http://prozharia.blogspot.com/

 

 

 

 

 

 

passeios com a "minha clone mental"

 

 

Esta semana há um festival de Fitness internacional aqui em Torino e eu, para variar, lá arranjei maneira de ganhar bilhetes:

Fui correr 6 minutos dentro do hipermercado e os militares deram-me bilhetes grátis!

Ou seja, como acção promocional para levar as pessoas a praticarem mais exercício físico, meteram passadeiras rolantes em 3 zonas da cidade, uma delas aqui perto no centro comercial Le Gru, onde é o Carrefour que eu adoro! 

Falei à Bárbara (uma argentina que eu ajudei, a roubar um frigorífico!) e ela disse-me: “Ok, posso ir contigo visto que amanha é o meu dia de anos e não vou fazer nada!"

E lá fomos. Primeiro, à minha faculdade porque eu tinha de ir registar uma nota e deixei-a na sala num pc que abri com a minha password, para ela ir à net, o que a fez bastante feliz, e depois fomos comprar erva-mate que os argentinos bebem daquilo aos montes e ela só encontra no centro da cidade por 3€ meio kilo (o que segundo ela é um escândalo!).

Depois regressámos ao centro comercial para irmos correr e eu fui a 1ª e, ao fim de 3 minutos a correr a 10.2 km/h, já estava cansada, mas concentrei-me e sorria bastante para a loja de camisas à minha frente (na qual, se a máquina estancasse de repente, eu entraria a 10.2 km/h e a sorrir, mas felizmente que não!). E mesmo se não conseguisse, eles davam os bilhetes à mesma que não tinham ali a ninguém com vontade de correr no dia de S.Valentim! E à Barbara, que correu muito menos que eu, também lhe deram imensos bilhetes grátis!

 

Como “supra referido” (um pouco de formalismo fica sempre bem!) era dia de S.Valentim (ou seja ontem) seguiu-se que estavam  lá com uma campanha para escrever pensamentos românticos, que depois eles ajudavam a enviar por e-mail, e a argentina lá começou a escrever postais e eu perguntei-lhe: "- mas tu não sabes enviar e-mails?","- não é isso! é que depois dão chocolates!”,“ena pá, isso assim já me interessa”- disse eu. E lá escrevi também pensamentos em italiano, que depois o Fernando recebeu por e-mail. Eram chocolates em forma de coração que souberam bem depois de correr. Quando nos sentámos, para trocar mensagens por chocolates na banca de S. Valentim, começaram a aparecer rapazes a perguntar o que se passava e eu digo para ela: ”Olha, estes pensam que isto é uma agência amorosa de emergência, oferta do centro comercial para o dia dos namorados. O melhor é dar à sola”.

Quando regressávamos ao autocarro, viro-me para ela: “de facto, Bárbara, não estava nada à espera de vir passar o dia de S. Valentim contigo, mas foi muito divertido” e ela ria e dizia que não.

 

Apesar de ter ganho os bilhetes, estou mais virada para acabar bem o trabalho de simulação informática que estou a fazer para tirar uma boa nota a esta cadeira porque a outra, raios a parta, é um imbróglio de contas de todo o tamanho, só para teres uma ideia para calcular um coeficiente de risco financeiro de um empresa precisas de usar um coeficiente falso e depois aproximá-lo para um menos falso. Agora só ninguém explica por que grau de falsidade inicial se deve começar mas, enfim, se tudo corre sempre bem, também é frustrante.

Péra lá, deixa-me explicar-te a história do frigorífico, senão ficas já a pensar coisas feias de mim!

 

 

A Ester veio passar um fim-de-semana aqui (ainda estava eu no quarto A 211), para estar com o seu namorado que está aqui na residência. Ela estuda em Pisa e, deste modo, fica-lhes mais barato. Regressou cá duas semanas depois e pediu para voltar a ficar no meu quarto porque se deu bem comigo e dizem-lhe para ficar no mesmo quarto, mas que eu já me tinha mudado nesse mesmo dia (era dia 9 deste mês). Mudaram-me de quarto porque diziam que vinham duas chinesas e afinal nada de chinesas! Veio, foi a Ester e eu digo-lhe: “desculpa, mas desliguei-te o frigorífico, porque como faltava uma conexão eléctrica no quarto para onde eu fui, para poder arrumar o frigorífico da russa onde eu o queria, fui buscar ao quarto antigo, já que o frigorifico ia ficar sem uso durante uns dias e, aliás, não o inutilizei! ele funciona bem, sem aquilo de ser ligado no meio do quarto, o que não dá jeito nenhum, é por isso que a maioria dos quartos tem o tal adaptador eléctrico.

E ela diz-me: “ok, não faz mal, eu só quero é estar com o meu rapaz e não ia usar o frigorifico.”

Fixe, a coisa passa...

duas horas depois ...eu no meio da tralha e das arrumações de frigorífico para cá, secretárias para lá, e arranjar os sifões do wc, mais pôr um fio de metal para substituir o suporte amovível do papel higiénico no quarto da russa quando....

....aparece a Bárbara, cuja dita: "que a Ester já tinha ido salvar no seu último dia de estadia (da estadia de 2 dias, portanto) cá na residência, porque é uma argentina (ok, já disse) que não tem frigorifico no quarto e, como nunca mais chega nenhum, tem a comida dela em vários frigoríficos de outras pessoas, incluindo no frigorifico do namorado da Ester!

A mesma azarada argentina tinha comprado uma cera depilatória que pôs na cara e, como na Argentina são sempre hidrósuluveis, ela vai de pôr água...e começa a ficar colada....e depois tenta com algodão...e fica colada e com barba de pai natal que pingava espessamente, segundo a descrição da Ester, porque a rapariga aflita telefona ao namorado dela e pede-lhe para chamar a namorada dele, que ela estava com um problema de raparigas.

E a Ester diz que se lembrou que a sua esteticista, depois da depilação, passa sempre com óleo para tirar os restos da cera e lá foi buscar o óleo de fritar batatas e foi o que a safou! Que a rapariga coitada já tremia porque na Argentina as ceras são sempre hidrosolúveis, mas esta, pelos vistos, era estritamente liposolúvel.

Regressando...

Aparece a Bàrbara no meu novo quarto A224 a pedir à Regina (a russa) para deixar cá comida e eu viro-me para ela: “Desculpa, mas tu ainda não tens frigorífico? Então vamos ao quarto da Ester, onde eu estava, que ela não precisa dele.

Batemos à porta: “Ester, desculpa lá, podemos roubar-te o frigorífico?”,“- Eh pá, e depois não barafustam comigo? ok, mas falem na recepção”

E lá fomos na clandestinidade, com o frigorifico de um quarto ao outro no segundo piso da residência, e depois viemos à recepção oficializar o roubo com uma carta escrita pela Bárbara em como, sim senhora, tinha tirado um frigorífico, mas com consentimento da Ester, etc.

Eu fiquei contente pela minha ideia de “re-afectação dos recursos existentes” ter sido aceite (sobretudo pela residência), ou não fosse eu de Gestão!

E, como já é oficial, pode se contar a toda a gente, que se desata a rir.

E o outro aparelho quando chegar vai para as chinesas que vão chegar.

 

E acrescento que, como gostei daquele texto do Silvio Ramat "Se i libri da lontano..." resolvi treiná-lo para declamar só por gozo um dia à noite sozinha no quarto e depois fui deitar-me, mas depois, como a rapariga Ester estava cá de novo e estava tudo gente que eu conhecia na cozinha, resolvi representá-lo para Ela e o namorado (sicilianos de Palermo; palermas, portanto), a Bárbara (15 vezes argentina), o Álvaro (angolano), a Sabrina e a Lúcia (brasileiras) mais um italiano qq que estava na cozinha e a quem eu pedi 5 minutos às escuras, antes de ele começar a cozinhar, e foi muito giro porque naquela parte final (oh cara luna) eu olhei de dentro da cozinha às escuras pela janela da porta para o corredor e a luz incidiu na minha cara, como se olhasse pela janela do carro.

Nunca pensei representar em italiano e os italianos disseram que estava muito bom e que se percebeu bem todas as palavras (porque eu perguntei, já que não é comentário que se faça habitualmente a uma peça :)

 

 

Beijinhos
Rosina Célia Ramos

 

muchos tés de...gargalhadas

 

17 de Fevereiro



HISTÓRIA DE LA PUTA DE LA PATA

O

SOBREVIVIENDO A LAS NAVIDADES

 

Seamos objetivos y analicemos todos esos buenos deseos que se suponen deben aflorar en Navidad:

 De entrada tendría que tener un apodo, mote o nick... más acorde con lo que en realidad se hace, tendrían que llamarle la "fecha de las sobras" por que con la cena de nochebuena comemos la semana siguiente: El primer día dices, "¡qué bueno está!", el segundo "vaya" el tercero "¿otra vez cordero?", el cuarto "eso es lo qué hay" y cuando al fin decides tirar el cordero con todo el dolor de tu bolsillo, llega nochevieja y otra vez ¡cordero!

Bailas como loca en todos los sitios, pues parece que es en la única fecha en que debes bailar casi por obligación... pero a mi se me olvida que llevo colgado al pescuezo un arma de destrucción masiva (personificada en coletita de cuero rematada en pelotas de plata extra duras) y en una de las fiestas (Tocororo día 29) le arrié un latigazo a un señor sin un sólo pelo en la cabeza que le amortiguara el golpe, que menos mal que no se dió cuenta que la que le dió el viaje fuí yo, por que se le puso una cara de asesino que si me coge me guillotina... hasta ganas te daban de cantarle "hare krisna, hare krisna, hare, hare... " a ver si se le ponía la cara de "haya paz".



Compras para regalar, compras para los reyes, compras para comer, compras por que como ibas y lo has visto, compras por que estaba a 5 € más barato que en la tienda de la esquina, compras y compras... y yo también compré... entre otras cosas una pata de jamón de 5 kg. para meterla en el horno, ya tenía yo elaborado el menu, con factura en el hipercoor, pero la pata estaba en oferta y ¿cómo no la iba a comprar?. Eramos 4 para comer ... pues allí iba yo cargando con mis 5 kg de pata, paseándome por todo Cádiz, por todo San Fernando, y luego otra vez por San Fernando y otra vez por Cádiz, cuando me di cuenta que la puta pata no cabía en el horno... y otra vez vuélvete de Cádiz a San Fernando con la pata por que no te la quisieron cambiar... y pidiéndole la sierra eléctríca al vecino para descuartizarla y así poder guardarla en la nevera, por que ni por flores te cabía en ella. ¡Todavía tengo la muñeca jodia con tanto cargar con la pata!


Pero eso si, nosotros, ya hace bastantes años, que despedimos el año y recibimos al nuevo muertos de risa como lo muestra el video (este año nos grabamos)

 

                         


(La que se ríe como si fuera una gallina clueca soy yo). Pues bueno os paso la idea, copiarla por que es genial, cada uno le pasa las uvas al que tiene a la derecha y recibe del compa de la izquierda. Podeis hacerlo hasta en parejas, nosotros hemos llegado a ser hasta 7... pero ¡aviso! correis el riesgo de atragantaros, de morir asfixiados o de echar la cena...Además se aconseja ponerse baberos por que te cae babas por todos los lados y tener cerca pañuelos de papel por que te salen uvas por la nariz.


De los 15 días de vacaciones sólo 6 fueron soleados y encima coincidieron con esos días que se supone deben ser de recogimiento familiar... el resto lluviosos. ¿Y qué vas a hacer? Pues nada entre compra y compra empotrarte en el sofá a hincharte de chocolate y palomitas viendo toda la pila de películas de dibujos animados que has ido amontonando en los últimos años. O invitas a café a tus amigas para despellejar a las ausentes (sano deporte, afirmo) o para jugar al trivial, al scatergories o al que sea... al final acabas igual peleándote con to dios, por que hay que ver la pasión que le ponemos al juego, como si nos estuvieramos jugando el sueldo o a la señora (bueno mejor a la amante)... "que no que las navas de Tolosa fueron en el 1212, que el juego viene equivocao, que ese diccionario ya está desfasao, qué como vas a tirar otra vez si nos toca a nosotros..."



Y por fin llega el tan esperado día de Reyes (qué no se por qué es tan deseado por que eso significa que te quedan 48 horas para empezar a trabajar) y descubres que vives en una casa de autistas. Todo un mes haciendo campaña, soltando pildorazos "hay que ver lo que me gusta el cuero", "hasta las bragas me gustan de cuero", "he perdido la pulsera de cuero"..., pues nada se conoce que ya se saben la cantinela de todos los años y el cuero no aparece ni por asomo, y de buenas a primeras te encuentras invadida por la técnica: aparato para quitar los pelos, aparato para arreglarlos, aparato reproductor de MP3, Mp4, Mp5...Mp.infitos... parece que estas en plena guerra de las Galaxias ¡y todos los botones que cada aparatito trae! y lo gordos que son cada libro de instrucciones y te pones a leer esas instrucciones y por mucho que pone "spanhis" para ti que eso es chino, vamos que necesitas unas instrucciones de las instrucciones... Si hasta mi padre me ha regalado un cortauñas ultramoderno, que ese si viene sin instrucciones, una lástima por que tiene montones de aplicaciones que a saber para que sirven... sólamente conoces la de la palanquita central que sirve para cortar las uñas, como su nombre indica... ¡toda la vida de coexistencia pacífica y aún no se ha dado cuenta de que me como las uñas!. Claro que el tampoco ha salido tan bien parado, otra vez le han puesto un delantal... creo que ya tiene 8; los tiene blancos, negros, de lunares, de rayas, de volantes, de pernil, con sorpresa, con abrelatas incorporado, con un pollo colgao... es lo mismo el no se pone ninguno, pues que siga sin ponerse ninguno que el año que viene le ponen otro delantal.
Y los demás tampoco han tenido lo que querian... Mi hermano que tambień hizo campaña "estoy necesitando un GPS", "Ya hay móviles con GPS"... pero ya se sabe esta casa es una casa de autistas ¿y qué le han puesto? ¡pues ropa! Y además dos tallas menos para que tenga que ir a descambiarlo... será por jorobar.

Y a las niñas, nada de muñecas lloronas, meonas, que cantan.... No, todo juegos educativos... para que jueguen sobretodo los adultos, que así tenemos la cabeza hoy, que nos va a explotar de tanto jugar con los juegos educativo,¡si para acertar alguna de esas pruebas hay que tener terminado un máster en la materia y haberlo superado con nota!

Pues esa es la verdadera historia de la pata, que por cierto al final se me quemó, palabra... pregúntale a Joao Paulo, verás que no miento

Cuando me escribas…


Un besote,

MARISA

 

歌舞伎 com a Zári no Japão a ver teatro

 

No ano de 2002 estive um mês no Japão em trabalho, porém houve alturas em que me pude “perder” pela cidade de Tóquio, e num desses momentos passei pelo Teatro Kabuki-Za, um teatro muito famoso que se situa em Ginza, no centro da cidade.

A arquitectura tradicional do teatro em contraste com os edifícios modernos situados à sua volta chama a atenção e convida-nos a entrar.

(...)

Quando o espectáculo começa, a primeira certeza que se tem é de que os intervenientes têm a sua formação como actores de teatro, os seus movimentos são acentuados, formais, convencionais. Cada vez que o actor se move, um membro da orquestra acompanha-o com batimentos num bloco de madeira, o tsuke. O guarda-roupa é elaborado e espectacular e o actor é um mestre de mímica expressiva. As cenas são cheias de entretenimento e de efeitos especiais, a roupa dos actores muda de cor e de padrão sem que os nossos olhos se apercebam de como aconteceu essa mudança.

Soube posteriormente que os novos actores de Kabuki já não seguem um argumento, só têm como informação o contexto da situação e cabe ao actor a improvisação da maior parte dos movimentos e da fala.

No Kabuki, como em alguns outros géneros de artes cénicas japonesas, as trocas de cenário são feitas no meio da cena, com os actores no palco e as cortinas abertas. Ajudantes correm pelo palco colocando e tirando as peças de cenário, são conhecidos como kuroko, vestem-se sempre de preto e são tradicionalmente considerados “invisíveis”.

Kabuki significa canto (ka), dança (bu) e habilidade (ki), e por isso a palavra é às vezes traduzida como “a arte de cantar e dançar” Acredita-se, no entanto que a palavra derive do verbo kabuku, significando aproximadamente “ser fora do comum”, donde se depreende o sentido de teatro de “vanguarda” ou teatro “bizarro”. Contemporaneamente, tornou-se um espectáculo popular que combina realismo e formalismo, música e dança, mímica, encenação e figurinos, implicando numa constante integração entre os actores e a plateia.(...)

Para mim, foi uma experiência deveras interessante pois naquele espectáculo pude assistir ao mesmo tempo “duas” peças de teatro, a representação dos actores e a participação do público tão diferente do que eu estava habituada. Era óbvio o fascínio que os espectadores tinham pelos actores, pelas suas histórias, pelo seu vestuário.

No início do espectáculo é distribuído um folheto sobre a biografia dos actores, a sua vida profissional e o mais incrível que pareça as suas vidas privadas. Se quisermos podemos fazer parte de um grupo de fãs de um determinado actor que têm como “função” bater palmas, cantar ou chamá-lo sempre que ele aparece em cena. Era óbvio mesmo para mim, que não tinha qualquer conhecimento da língua japonesa, que o público incentivava ou reprovava algumas acções no palco, tornando-se parte activa da peça. As suas expressões corporais actuavam em simultâneo, inclinando-se para a frente nos momentos mais intensos para poderem acompanhar melhor o drama, os comentários e observações que iam surgindo de vários lados mostrou-me uma realidade diferente, uma outra forma de assistir a um espectáculo.

Se analisarmos a sociedade japonesa, altamente ocidentalizada e contemporânea podemos ficar admirados com o sucesso de popularidade do Kabuki, que enche salas a qualquer hora do dia. Mas a principal razão foi ele ter evoluído até à sua forma cristalina, conservando no entanto o “ser japonês” puro sem influências de outras culturas.

um chá com a minha "companhia de viagens" favorita

4 de marzo

 

 

El viaje divino. La primera sorpresa agradable que me hizo olvidarme del madrugón fue que conocía a toda la gente que iba en la excursión. Estupendo, viajas con tus amigos y los marrones de todo viaje te los resuelve la organización. Saludos, saludos y más saludos y viaje a Algeciras. Biodramina al canto y barquito. Travesía entretenida con charlas, risas, tentempiés, etc...


Primera escala, Tánger. Paseito por la medina y comida típica en restaurante típico con tardanza atípica, pero muy divertida por las elucubracuiones y chanzas que se nos ocurrían en la espera entre plato y plato amenizada por un grupo musical al estilo de los Chunguitos, pero a la marroquí. ¡Socoooooorro! . El TÉ ¡Ay que bueno) fue el broche final de esa etapa.


De nuevo bus y camino de Asillah, lugar de mi ruina económica. Me compré todos los zapatos de Asillah (los más bonitos, claro) y entre compra y compra, saqué fotos, pasee por la playa y por la medina. Por la noche ¡como no! cenita, cervecita y vino, y tertulia muy agradable. Dulces sueños y madrugón para visitar las ruinas de Lixus en Larache. Maravilla total, sobre todo el paisaje (ahí van algunas fotos). Son ruinas romanas sobre un asentamiento fenicio y cartagines. También hay algo árabe (restos de una mezquita). Como las de Bolonia, eran una fábrica de conservas de pescado, pero más grandes. Después de la visita, picnic en el restaurante natural arboleda, con un menú poco natural a base de conservas y chacinas diversas, eso si, con pan marroquí (menos mal).


De ahí a Xauen. La sorpresa de Xauen fueron las camas. No, no tenían acompañante incluido, no, pero ¡¡¡¡TENIAN DOSEL !!!! Como una autentica princesa enlatada dormí en una habitación doble y por lo tanto con dos camas y ¡cada una con su dosel de encaje horroroso!. Menos mal que no era una triple (que también las había con su dosel)( ver foto). Cena y paseo por Xauen. Sueños principescos y madrugón para…


¡¡¡ RUTA POR PARQUE NATURAL DE TALASSENTAN!!!!. Pánico subiendo en los Land Rover al inicio del parque, por una mal llamada pistas forestal.Menuda subida por caminos de cabras. La vista desde luego maravillosa pero ¡Qué vertigo! y qué de curvas. Luego...la maravilla. Caminar y caminar y caminar cuesta arriba entre pinsapos, pinos y nubes entre montañas. El esfuerzo mereció la pena. ( Ver foto). Despues un merecido descanso al sol y ...¡a comer!. Las viandas variadas y exquisitas, acompañadas de vino y de postre dulces del país. De lujo el "restaurante". Luego reposo, sobremesa y de nuevo en marcha para bajar. Al final de nuevo a los Land Rover y de regreso a Xauen.

Para finalizar, ya el remate: EL HAMMAN. Después de la caminata y el cansancio acumulado, ¡hummmm! el agua calentita, el refriego con estropajo y aceite para quitar la mierda y el masaje relajante. ¡ayyyyyy! ¡qué gustazo!. Después cenita agradable en la plaza, tertulia en torno a un té y principescos y enlatados sueños en la cama con dosel.

Al díasiguiente paseíto por el pueblo para gastar los últimos dirhams y biodramina al canto para las múltiples curvas del viaje a Ceuta y el barco a Algeciras. FIN DE VIAJE.

¿Qué os parece? ¿Os apetece hacerlo? Espero no haberos aburrido mucho con mi relato.

 

un beso

Mamen

 

música - Tea for two de Irving Caeser & Vincent Youmans

interpr. - CarlosBica&Azul
Frank Möbus (guitar), Carlos Bica (bass), Jim Black (drum), Maria João (voc), Ray Anderson (tb)