A minha caixinha de memórias

do fundo da minha alma até ti


Seguem-se dois textos da minha autoria, um que gostaria de não o ter escrito nesse dia, e outro que escrevi e que me salvou a vida, e que depois enviei aos meus amigos por e-mail, e que ficou conhecido como o relatório-relambório médico, escrito um pouco mais de um mês antes (e que dá o nome a esta página do MEU SITE). E com estes textos me despeço dos leitores e ouvintes e computo-espectadores, esperando que sejam felizes qb.

PROBLEMA MUITO GRAVE - 2 DE JULHO DE 2008

Estou internada nos HUC, junto da minha família de enfermeiros da Neurologia 1, estou com um problema sério nos pulmões, e que me trouxe um problema muito grave: tenho à minha frente um aparelho novinho em folha, trazido pela pneumologia, um caugh assist, desde há dois dias, e a pneumologia não o utiliza. Também há dois dias que o enfermeiro que estava de férias e que sabia fazer cinesioterapia (uma técnica de fisioterapia que poderia ajudar a resolver o meu problema) voltou, mas depois de me ver nunca mais cá apareceu para uma sessão. Tudo começou uns dias antes. Vamos então por partes.

Depois das cenas com a PEG (que conto mais abaixo no famoso relatório-relambório médico), tinha tido alta dos HUC, voltei a casa, e nesses dias descansei, tomei banho na banheira, comi, fui ver a Maria João a cantar em Cantanhede e andei aqui de volta do computador a organizar coisas. Mas de repente comecei com problemas de expectoração e apliquei a táctica normal, menos tempo no computador, sentada, mais tempo deitada, de lado. O João Paulo está longe de Coimbra, mas em casa fazem os impossíveis para que melhore. Mas não melhoro, nem sequer consigo estar no computador. Magra demais pela experiência anterior nos HUC não me consigo libertar destes fluidos que pouco fluem para fora. Pioro a olhos vistos, já mal consigo dormir, sempre sem encontrar a posição para descansar. O João Paulo chega uma noite e vem a correr tentar ajudar, com a minha mãe e o Hugo, inclinam-me a cama com os pés mais altos que a cabeça. E de facto algo se passou, porque fiquei sem conseguir respirar mesmo e comecei a ficar roxa. Chamada para o 112, cama de volta à posição normal, umas pancadinhas nas costas e quando volto a mim, ainda tonta, vejo que esperam a chegada do 112. Eis que entram os enfermeiros, ficam um bocado aflitos, mas usam mais uma vez o tubinho de aspirar secreções e dão-me oxigénio, e aí volto a recuperar e sinto-me melhor, mas sem o problema da expectoração resolvido. Querem levar-me para o Hospital dos Covões, mas depois da experiência anterior de estar numas urgências, nem pensar nisso, recuso-me, é fora de horas e só quero descansar. Os enfermeiros falam da necessidade de oxigenar melhor o sangue, tendo em conta as dificuldades respiratórias.

Dia seguinte, João Paulo vai logo de manhã aos HUC, encontro com a pneumologia, é receitada uma botija de oxigénio, contacto com a PRAXAIR (que já aqui referi como a super-empresa que me deu uns pulmões portáteis) e nesse mesmo dia chegam as botijas de oxigénio. Assisto à explicação de como funciona o sistema e fico mais relaxada. Talvez por isso, mas também porque já há muitos dias que acumulava expectoração, nem cheguei a utilizar o oxigénio, que tanta falta me tinha feito nos dias anteriores. A minha tia tinha ido fazer uma visita lá a casa e de repente bloqueio completamente: não entra ar nenhum nos pulmões. Vêem-me aflita e ainda consigo pedir para me sentarem na cadeira de rodas, numa tentativa de que ao me pegarem ao colo e apertarem, isto desbloqueasse. Volto a ficar roxa, e desmaio. A minha tia chama o 112 e vai para o fundo da rua esperar, para indicar o caminho à ambulância, a minha mãe telefona ao João Paulo, que chega antes do 112 (disse-me ele que estava mesmo para se ir deitar mas que agarrou logo a acelerar para aqui), o meu irmão Rui fala comigo e mexe-me a ver se reajo, depois de me sentar na cadeira de rodas. O João Paulo chega e com o Rui deitam-me, o bi-pap continua a funcionar mas o meu peito não incha mesmo nada. O João Paulo tira-me a máscara do bi-pap e dá-me um beijo daqueles de voltar a acordar uma princesa, soprando e fazendo o peito voltar a inchar. Com o Rui vão-me ajudando a respirar, forçando a passagem do ar, até que chega o 112. Mais umas aspirações, já com a máscara do bi-pap a funcionar, mas dizem que para uma melhor aspiração tenho que ir mesmo para o Hospital, porque ali não conseguem fazer melhor.

E lá vou eu para as urgências, o João Paulo agarra no carro e vai logo para lá (o Hospital dos Covões fica a 3 minutos de casa), quando eu chego já ele lá está, mas eu vou a respirar mal e nem me lembro de nada. Contou-me ele dois dias depois estas peripécias no Hospital dos Covões, em que eu vou logo para uma enfermaria, onde estão mais três pacientes, ligam-me todos os sensores, vem uma médica e pedem ao João Paulo para se afastar enquanto fazem uma intervenção, que dura poucos minutos. Ele fica à porta, mas espreitando esta intervenção, que consistiu numa aspiração profunda da expectoração. A médica dá instruções à equipa brevemente e ao sair diz ao João Paulo que não pode fazer mais nada, porque se aspira mais profundamente pode provocar uma hemorragia interna que me vai afogar ainda mais e diz também que se os níveis de oxigénio administrado forem muito altos, podem provocar a morte da pessoa. Ele vai para ao pé de mim e fica a ver os níveis de oxigénio no sangue muito baixos, o ar entra nos pulmões mas não estou a oxigenar o suficiente para despertar e continuo com uma cor roxa que me assenta muito mal. Ninguém faz mais nada e ele fica ali a ver-me a dormir e num instante decide continuar a fazer o que tinha começado a fazer em casa com a ajuda do Rui, mas aqui sozinho: ajudar-me a respirar. São p’rái uma e tal da manhã e começa a levantar-me o peito, agarrando-me dos lados e com os dedos prolongando-se por baixo das costas. Levanta e baixa e depois pressiona levemente e de impulso o peito, para esvaziar bem o ar já utilizado. E vê como isso ajuda a levantar os níveis de oxigénio no sangue. Devagar, mas vai levantando. E continua nesta ginástica, que me leva a recuperar a minha cor passados longos minutos. Quando parava de fazer esta ginástica constante, lá se iam os níveis de oxigénio no sangue por ali abaixo, e lá voltava ele ao mesmo. Uma paciente da cama ao lado, senhora idosa, ia acompanhando a situação e comentava, ajudando a fazer companhia no meio daquela solidão, só interrompida quando me vieram fazer um Raio X. O João Paulo, quando uma enfermeira passou por ali e perguntou como é que estava, mais de uma hora depois, aproveitou para pedir aconselhamento sobre se desligar a administração de oxigénio, uma vez que estava ligada há muito tempo, muito baixinha, mas tinha ficado na dúvida por causa do que a médica tinha dito, e a pneumologia e a PRAXAIR, que era perigoso oxigénio durante muito tempo. Ora a enfermeira respondeu que se a médica tinha deixado assim era porque assim é que tinha que estar. Ora, o João Paulo, depois de ver tantos enganos e erros médicos, respondeu logo que sendo assim, queria falar com a médica. Ora a enfermeira não gostou nada dele lhe pedir isso e disse-lhe que ele não poderia estar ali ao pé de mim. Ora ele disse-lhe logo que dali não saía e vendo que nesta conversa o meu nível de oxigénio no sangue tinha voltado a descer muito e tinha eu voltado a ficar mais arroxeada, voltou-lhe as costas e reiniciou os movimentos de ajuda respiratória. Ora a enfermeira foi-se queixar à médica que apareceu logo a seguir, a dizer ao João Paulo que ele tinha que sair ao que ele respondeu que não saía dali sozinho, das duas uma ou saía acompanhado comigo, assinando um termo de responsabilidade e uma reclamação no livro, ou então que chamassem a GNR para o levar à força. E lá se foi embora a médica, para não mais voltar. Desligaram depois o oxigénio, mas com o bi-pap e a ajuda dos movimentos voltei ao normal, e dormia tranquilamente, depois de uma semana de extremo cansaço. Entretanto, já me tinham ido levar umas botijas com sementes quentinhas, para aquecer os pés e o João Paulo pediu ao Hugo para aparecer logo pela manhã, e que poderiam ficar todos descansados que ainda não tinha sido desta.

A questão depois era: como me transferir do Hospital dos Covões para os HUC, para a minha segunda casa que é a enfermaria de Neurologia? O João Paulo acordou-me e diz que me disse que ia sair mas que vinha o Hugo, para eu ficar tranquila, e que ia pedir aos "meus neurologias" para pedirem a transferência. Lá chegou o Hugo pela manhã, o João Paulo explicou-lhe como fazer os movimentos, e ele fez tudo mesmo bem, com a vantagem de fazer ainda melhor, mãos maiores e mais força! E lá foi ele para os HUC e conseguiu pedir essa transferência, no momento exacto em que uma pneumologia dos Covões já se preparava para me internar ali. Porra, safei-me de boa! Cheguei aos HUC ainda antes da hora de almoço e lá fui internada de urgência, encaminhada para casa. Sempre com os movimentos de ajuda na respiração, e com o Hugo a ser revezado pelo Rui, e depois pelo João Paulo outra vez. Só no turno da meia-noite, um dos meus anjos enfermeiros que entrou nessa hora ao serviço, se debruçou sobre o meu caso e me compôs a cabeça e ajudou a fazer a administração do oxigénio. Foi ela a primeira pessoa daquele Hospital a acreditar que eu ainda era a mesma pessoa, pois até ali apenas me tinham internado e nem uma análise, nem dieta prescrita, nada! Já pensavam que não passava daquele dia. Mas passei!

No dia seguinte voltei completamente a mim, e apercebi-me de como as coisas estavam, quando a oximetria (nível de oxigénio no sangue) de repente começava a baixar, precisava de uns movimentos de ajuda na respiração, e lá voltava a estabilizar. Tinha três turnos de ajudantes a rodar (João Paulo, Hugo e Rui) e algumas visitas, e faziam-me a manutenção diária normal do Hospital. Lá se resolveu o problema da minha dieta "zero", e fui melhorando devagarinho, mas sempre a pedir movimentos de quando em vez. Mas via que não estava bem. Alguns amigos ficaram mesmo preocupados, mas o João Paulo tentava tranquilizar, o pior já tinha passado! Melhorava, mas não passava o engulho. Uma das vezes que me atrapalhei e pedi para me aspirarem a expectoração, saiu um coágulo de sangue enorme (do tamanho de uma ameixa pequena), e depois disso até respirei fundo, e continuei a melhorar. Não tentem pôr uma ameixa na traqueia e depois experimentarem as minhas dificuldades em respirar!

Chegou o fim-de-semana e as visitas, e quando juntei o Nuno, o meu primo Rui Paulo, a Zári e o João Paulo no meu quarto, disse quanto os amava e quanto já tinha sido feliz, mas estava cansada e queria descansar, e não queria dar mais trabalho a ninguém e estava pronta. Pedi ao João Paulo para me dar um beijo e me tirar a máscara do bi-pap, e ficarem ali naquele momento. Mas todos disseram que eu era tola, que já tinha passado o pior, e como gostavam que eu tivesse forças para continuar. Bem tentei, mas vi logo que com eles não me safava e desisti de desistir. E continuei a melhorar, mas nunca cheguei a sentir-me mesmo bem, havia sempre alguma coisa a incomodar-me na respiração.

Lá se passaram mais três dias, até que hoje aqui estou a desesperar, com a máquina novinha em folha à minha frente, e porque de repente, quando já não precisava de movimentos de ajuda na respiração, piorei muito esta manhã e tenho mesmo muita dificuldade em respirar. Já antes estava pronta, agora mais cansada estou, mais pronta estou para vos deixar. O mais certo é não voltar a escrever mais notícias, mas deixo tudo organizadinho para que este site fique no tempo que há-de vir. Reparei agora que não tenho gargalhadas minhas gravadas no computador, para deixar como música de fundo desta página do meu site. Paciência, confio na vossa memória para dar música aos textos. E confio nos meus amores para fazerem o trabalho de colocar isto on-line, no espaço que deixei destinado a isto!

 

 

 

RELATÓRIO-RELAMBÓRIO MÉDICO - 28 DE MAIO DE 2008

21 de Maio
10 horas
 
Certo dia, estava eu posta em sossego, qual sapa, quando me entra pelo quarto adentro um príncipe encantado! Era um muito jovem e bonito médico que eu nunca tinha visto por estas paragens neurológicas. Perguntou por mim, viu-me à cabeçada no computador, quis saber a minha história. Eu disse-lhe que a minha história era areia demais para a camioneta dele, que só desde 16 de Abril já tinha escrito 751k dela, que tinha dificuldade em falar, e que tinha feito um "relatório-relambório médico", mas era só para amigos. Ele, gentilmente, deu-me o seu mail e disse: - E podes enviar-mo também para mim?
 
Reenviei, nesse momento mesmo, o mail que vos tinha enviado no dia anterior.
E ele desapareceu.
Comecei a abrir, feita gulosa, as vossas respostas ao meu diário-relatório-relambório e dou um salto na cama com este:
 
Besnica
para mim e jp
21 mai
 
ola! :)
que todos os relatórios médicos fossem assim!!! :)
estive aqui de manha no laboratório a lê-lo...que aventura!...deu pra tudo: rir, sorrir, chorar, arregalar os olhos ("como é k isto é possivel?"), levar as maos há cabeca...enfim!!!
os servicos medicos ao que parece vao mesmo de mal a pior...e, portanto, acho que uma banca do "Diga-nos como esta a ser tratado que nos escrevemos no livro de reclamacoes" e' mesmo o negocio do futuro!:) aquelas trocas de ideias com os medicos de servico tb sao do melhor!...
 
depois daquele diario de bordo, em mar revolto, tambem eu fiquei intrigada com o misterioso ar!...
decidi andar nas pesquisas do "pneumoperitoneum" - o ar no peritoneu - e a sua relacao com a PEG...
a maioria dos artigos que encontrei diz que e' normal e sao poucos os casos relatados da sua persistencia...Das causas que podem estar relacionadas com o pneumoperitoneum um dos artigos aponta para um possivel rompimento das paredes dos intestinos...
 
em anexo, em ficheiro word vao alguns abstracts de artigos sobre o pneumoperitoneum e vao tambem dois artigos (curtos!) que nao dizem muito mais do que o que vem nos abstracts, mas ficam para o caso de os quererem ler (em ingles como e' obvio!)! encontrei tambem um site medico daqueles em que se enviam perguntas e
os medicos respodem...e' de gastroentrologia...fica o endereco...
http://www.medicinenet.com/script/main/art.asp?articlekey=77378
nao custa mandar um mail a explicar a situacao...pode nao adiantar muito mais mas podem ate ter conhecimento de casos semelhantes e dar uma ajuda!...:)
 
et voila! :)
beijinhos grandes
besnica
 
em anexo:
- Pneumoperitoneum After Esophageal Intubation and Prior Percutaneous Endoscopic Gastrostomy
- by Thomas Lincoln, MD*, and Lori E. Circeo, MD-t *Department of Medicine and tDepartment of Anesthesiology and Critical Care Medicine, Baystate Medical Center, Springfield, Massachusetts, Tufts University School of Medicine, Boston, Massachusetts
 
- True incidence and clinical significance of pneumoperitoneum after PEG placement: a prospective study
Ari J. Wiesen, MD, Kostas Sideridis, DO, Angelo Fernandes, MD, Jonathan Hines, MD, Anant Indaram, MD, Lenny Weinstein, DO, Samuel Davidoff, MD, Simmy Bank, MD New Hyde Park, New York, USA
 
 - Pneumoperitoneum after percutaneous endoscopic gastrostomy: A case report and review
- ROBERTS Paul A. ; WRENN Keith ; LUNDQUIST Steve ;
 
- A case of marked pneumoperitoneum after percutaneous endoscopic gastrostomy.
Author;ODA TADASHI(Reimeikai Kitadebyoin)   YAMAMOTO KENJI(Reimeikai Kitadebyoin)   OZAKI MITSURU(Reimeikai Kitadebyoin)   RI MASAO(Reimeikai Kitadebyoin)   TAKADA ATSUSHI(Reimeikai Kitadebyoin)   WAKASA MOTOMI(Reimeikai Kitadebyoin)   KAWASHIMA TERUTAKA(Reimeikai Kitadebyoin)   KITADE TOSHIKAZU(Reimeikai Kitadebyoin)  
 
 
12h50m
 
Depois de ler os estudos, reenvio o mail da Besnica ao miúdo-médico, pedindo-lhe que o fotocopiasse ou reenviasse a quem mais se interessasse, com a sensação de estar a dar uma grande lambada na Medicina!
 
Nem imaginas, Besnica, minha Feiticeira, a bomba que me enviaste! Soube que a Medicina, uma gaija velha e experimentada, mas coscuvilheira, foi logo chamar uma Neurologia que estava à conversa com outra Neurologia. Trouxeram outra Neurologia, chamaram duas Cirurgias, uma Gastro e até a Pneumologia apareceu a correr, que essa adora "causos" sumarentos.
Juntaram-se todos os deuses no Olimpo et voilà!, como bem escreveste. Nos dias seguintes, debruçaram-se montes de médicos sobre a minha pobre barriguinha e foram retirando drenos, frekas, tubos, máquinas, alimentação parental, fizeram montes, montes, montes de raios-x, todos os dias me apalpavam…E em menos de uma semana, voltei atrás no tempo, ao tempo da minha PEG e da comidinha passada.
Engraçado foi uma Cirurgia que sempre disse que isto era caso único, mais as pressões a complicar, sem solução à vista, a quem sempre questionei a falta de atenção e disponibilidade, ter-me também visitado e apalpado, tendo concluído desta maneira:
- Sabe, a Sãozinha tem que ir com mais calma, mais devagar, que eu, por acaso, estive a ler umas coisas por aí, duns médicos japoneses com um doente que levou 40 dias a curar-se!
Quase respondi: "Ó Cristo, 40 dias foi no deserto, que nem inglês soubeste ler!". Credo! Enfim! Ainda vou estar até 6ªf em testes! Amanhã, 29 de Maio, o JP faz 44 anos e vem cá passá-los nos meus aposentos de princesa, deste conto de fadas. Sei que o melhor presente que lhe posso dar é estar sentada na cama a contar-te esta história.
 
p.s. – Para quem não sabe, a Besnica é a minha querida sobrinha do João Paulo, a Sofia, filha do Augusto e da Anucha, que concluiu há pouco o curso de Bio-Médicas na UC e já está há pouco mais de um ano em Zagreb (a terra do Ba-ba-ba-Baltazar, dos desenhos animados do Dr. Baltazar!), capital da Croácia, a fazer investigação num Hospital-Universidade de lá. O João Santos ainda ontem se referiu a ela: "Quem? A corujinha? Já tem um curso?". E o meu amigo João Carlos tem uma gata chamada Besnica porque sempre achou piada ao nome por que sempre a tratámos.