É aqui que estou sempre, com os amigos que me levam
a passear
a longínquas paragens, tempos e pensamentos
e partilham comigo, um chazinho ou um cafezinho.
Longe, longe. perto, perto...

Para a cadeira de Arte e Multimédia fiz uma página de Internet sobre as "Casinhas de Prazer", tema muito libidinoso! LOL
Se quiseres consultar a modesta página é casinhasdeprazer.no.sapo.pt ou vais directamente ao Google colocando Casinhas de Prazer.

…E sim, podemos tomar um chazinho com scones na casinha de prazer da antiga Quinta da Bela Vista, hoje hotel familiar onde, nos luxuriantes jardins, abundam árvores seculares de todas as partes do mundo. Como um fauno, às vezes me perco nesses jardins! (eh eh eh)
Visita o sitio www.belavistamadeira.com
Mas um local bem bonito é o Centro das Artes Casa das Mudas, assim chamado porque o antigo e nobre Morgado que vivia na casa solarenga não permitia que as suas filhas saíssem da cerca da quinta porque, como eram mudas, não queria que eventualmente alguma delas se apaixonasse, ou desse uma queca, e ele tivesse assim descendentes mudos!
A antiga Casa das Mudas transformou-se num sedutor centro cultural, bem longe do Funchal, num local de abandono sobre uma impressionante arriba! Acrescentou-se um corpo moderno disseminado na montanha. Belíssimo!
De vez em quando, lá vou com o "animal" ver um bailado, uma exposição ou um concerto de música, ou simplesmente tomar uma cerveja no
Consulta o vídeo seguinte do youtube. Vem, anda connosco visitá-lo e tomar uma cerveja!
http://www.youtube.com/results?search_query=fernando+guerra&search=Search
Um local onde te levaria a almoçar era na Fajã dos Padres, assim chamada porque, na altura da expulsão dos padres Jesuítas de Portugal, esta ordem também estava estabelecida na Madeira e tinham um grande colégio e uma Quinta Grande, que deu nome ao Sitio. Recusando-se a deixar a ilha, vão refugiar-se num pequeno escorregamento de terra entre o mar e a alta arriba, onde só se podia ter acesso por mar. Era uma ilha dentro da ilha! Tinha, e tem, um microclima muito favorável onde se desenvolvem muito bem as culturas subtropicais de frutos, como a pitangueira, o mango, o maracujá, as papaias, as anoneiras, as peras abacateiras, os oraçais, etc e o melhor vinho malvasia! O melhor vinho da Madeira!
Hoje este espaço, que continua a ter uma exploração agrícola, foi convertido também num lugar de turismo rural e natural.
Foram recuperadas algumas modestas habitações dos padres jesuítas e tem um restaurante, sobre o calhau, onde servem peixes da costa e sobremesas feitas com os frutos das árvores que nos rodeiam, como, por exemplo, um divino chessecake de pitanga que irias adorar!
Continua a ter acesso apenas por mar ou por um impressionante e assustador elevador que sobe e desce a majestosa arriba de aproximadamente
Beijão e saudades
Emanuel Gaspar

Passeio de moto, ao nosso lugar favorito.
São,
É só questão de combinarmos as duas. Desta vez vamos aqui, amanhã será a outro lado, porque o horizonte não tem limites e é só dizeres onde te apetece ir. Digo-te já que viajar pelo Alentejo é do que mais gosto, por causa do espaço, da lonjura... mas é a minha costela africana que me faz apreciar isso. E quando há mar por perto e a brisa nos faz respirar o sal e o cheiro das algas? Mas se queres ir para o verde, bora lá para cima, onde há mais árvores e curvas...
Temos todo o tempo do mundo (como o R.V.) e o melhor é não pensarmos muito, senão perdemos tempo e as coisas não saem tão bem, lembra-te desta tua viagem à Concentração de Faro: tudo se foi encaixando, um a um os problemas que apareceram, e foram muitos, resolveram-se, porque era assim que tinha de ser, mais nada! Tu querias ir a Faro...

Explico-te como tens de te portar para seres boa pendura: nas curvas, inclinas-te sempre para o lado da curva, corpo mole, relaxado, deixa-te ir no embalo... e se tiveres algum receio, que no início é perfeitamente natural, passa os teus braços à roda do meu corpo, pela cintura, e faz exactamente o mesmo movimento que eu como se fôssemos uma só... resultado garantido!
Ainda não te contei como aprendi a ser pendura, era ainda muito pequena. O meu irmão Nuno tinha uma AJS linda e sempre me levou a passear em cima do depósito da gasolina. Um dia resolveu que era altura de me dar a importância de ir na pendura e lá saímos pela Fausto Frazão... logo na primeira curva (a estrada fazia um largo e a curva tinha dentro da rua, pasme-se!, um poste enorme à direita!), ele curvou para aí e eu fiz com o corpo toda a força para “equilibrar” a moto para a esquerda!!! O Nuno parou a moto e com um ar sério disse-me: “é a primeira e a última vez que fazes isto, ou nunca mais andas comigo de moto! O corpo deita-se para o lado da curva!”. Remédio santo.
O conduzir descontraído mas sempre atento, o balançar do corpo no sentido correcto, a noção da responsabilidade e do risco de andar em duas rodas, a educação na condução, o respeito pelos outros, têm de fazer parte da paixão pelas duas rodas, juntamente com o prazer do vento no corpo, da sensação de liberdade, da alegria de rodar com outras pessoas que sentem naquela altura o mesmo que tu sem precisares de dizer nada.
É muito perigoso andar de moto. É verdade. Também é perigoso viver (e se há quem saiba bem o que é viver és tu. Nós ainda andamos a aprender...).
Sabemos que a maior parte dos erros se pagam por preço extraordinariamente alto, quando se roda em duas. Uma distração de segundos, um cálculo mal feito, uma previsão mal ajustada, e paga-se muitas vezes para o resto da vida ou mesmo com a própria.
Muitos erros nem podem ser imputados aos motociclistas, há quem entre os automobilistas respeite e facilite até a vida aos motards (eu agradeço sempre quando o fazem, por princípio e porque faço questão que saibam que tomei boa nota da atitude e estou grata por serem pessoas correctas) e também há, infelizmente, quem não preste atenção, quem dificulte, não sei com que finalidade... e coisa curiosa, normalmente são automobilistas “bem montados” ou seja, com carros topo de gama... será que é “inveja” da facilidade com que, apesar de os carros deles serem de cilindrada tão alta, uma moto se safa no trânsito??? E os camionistas? De um modo geral são impecáveis, dão até o toque de buzina para saudar na ultrapassagem, é importante que se reconheça quem ajuda e até parece que há alguma ligação com eles. Pela minha parte prefiro esses aos condutores de “classe” que, afinal, a não têm...Adiante.
Não vamos fazer percursos muito longos, tu precisas de descansar de vez em quando e eu também, aliás uma das coisas melhores nestas viagens, são as paragens!!! Conversa-se muito, bebe-se água ou coca cola (eu não alinho nas cervejas quando vou conduzir uma moto, embora goste muito do líquido!), fuma-se um cigarro (quem não tem vícios? E como a soma dos vícios é constante, quem deixou de fumar... arranjou outro, não quero saber qual!), esticam-se as pernas, anda-se um pouco a pé, reabastece-se a moto, mais dois dedos de conversa “Viste aquele tipo? Era parvo, ultrapassou de qualquer maneira mesmo à minha frente!” “Eh pá, e aquele cromo que se fartou de dizer adeus e tirou uma data de fotografias?”.
Uma vez ia de moto sozinha para o Algarve e perto de Setúbal ultrapassei um motociclista que não ia devagar. Deve ter achado estranho e percebeu que era uma mulher a conduzir. Claro que não deixou as coisas ficarem assim e ultrapassou-me logo a seguir. Eu numa Virago 1100, ele numa japonesa. Depois durante muitos quilómetros andámos os dois juntos, ele curvava bem e eu gostei da viagem, ora ia ele à frente ora eu, até que eu precisei de reabastecer na bomba da Shell de Canal Caveira. Ainda eu tinha o capacete integral na cabeça e ele já estava a convidar-me para beber um café no bar da bomba! Fiz-lhe sinal que sim e ele foi andando para o bar. Quando me viu sem capacete e percebeu que eu tinha idade para ser mãe dele, ficou muito espantado e eu comecei a rir-me “Vamos ao café?”, perguntei. Ele sorriu e disse abanando a cabeça: “Puxa, você anda bem de moto!” Bebemos o café e eu agradeci-lhe quando me pagou a bica. Montou na moto e disse: Eu vou para Faro, fazemos a viagem juntos?” “OK, pode ser, eu vou para a Guia”. Quando nos separámos, dissemos um adeus bem demorado, tinha sido uma viagem a um bom ritmo, com boa companhia, tinha sido mesmo uma óptima viagem!
Quando se quer ir a uma bomba reabastecer ou apenas beber um café, há sinais que se fazem de moto para moto em andamento: apontar com o polegar para o depósito significa “preciso de gasolina”, o gesto de beber uma bica significa “quero beber um café”, quando não se quer parar numa área de serviço e só na próxima, o indicador roda em circulo. O indicador levantado seguido do mesmo gesto, significa “andar a 110 kms/hora”, o indicador levantado seguido do indicador e dedo médio em simultâneo, “120 Kms/hora” e assim por diante...
Quando um grupo viaja, as motos devem ir em formação, para haver intervalos que permitam alguma manobra de recurso em caso de necessidade, nada de motos umas em cima das outras ou em fila indiana porque não se consegue ver nada para a frente nem prevenir algum azar.
Quem vai atrás, pode “trancar” a faixa de ultrapassagem (nas autoestradas e quando não houver problema em o fazer) para que os carros que vêm atrás não possam meter-se e as motos à frente ultrapassem todas, assim, em segurança. Depois de uma manobra destas, um gesto de agradecimento ao condutor do automóvel que ficou trancado “fica sempre bem”.
Viajar é o melhor... por autoestrada não é tão bom, mas o trajecto é mais tranquilo, o piso é seguramente melhor, as portagens são caríssimas (porque será que as motos pagam o mesmo que os automóveis???). E viajar sem horários rígidos é o importante, nunca se devem respeitar horários com motos, porque isso causa pressão e esta é inimiga da segurança, facilita-se mais e muitas vezes dá asneira. Deve-se sair cedo para aproveitar bem a luz do dia, como vocês fizeram na viagem agora para Faro. E não se deve comer muito durante as viagens, por motivos óbvios, embora muitos motards gostem de grandes repastos, a ponto de ir a determinados locais só por causa de determinada especialidade culinária! Espero que não seja o teu caso porque acho que perder montes de tempo a uma mesa a comer quando se pode estar na estrada... é deixar para mais tarde aquilo que deve ser feito antes de escurecer – andar de moto! Depois no local de destino é a alegria de se juntarem todos, de contarem as histórias, as piadas e aí tudo bem, pode comer-se e beber-se à vontade!
Hoje não te incomodo mais, fico à espera que escolhas o passeio. Há quem nos queira acompanhar: a Marta, o David, o Pedro, o Camané e sempre o Zé Alberto. E o João Paulo, claro. Mas até lá, sempre que quiseres andar de moto, é só soltares o pensamento e eu acompanho-te aonde te der na gana, vamos por aí à conquista dos cheiros, da liberdade, da sensação do ar a passar por nós à velocidade que quisermos...
Um beijo e o carinho da Maria da Graça

Querida São
Como é bom recordar através de ti. Como é bom entrar na tua caixinha de memórias e rever-te e rever tanta gente. Como é bom existires e fazeres-me sorrir, mesmo quando eu dramaticamente acho que o mundo é um lixo, a Terra está suja e os meus olhos estão turvos. Como é bom sentir um halo de alegria vindo de ti, que não és da Terra, és mais de Marte, ou da minha Lua. Porque és uma mulher extraordinariamente especial e extraordinariamente invulgar. Ouvir Jorge Palma ou Janita Salomé é lembrar-me de ti e de uma tarde em que me deixaste à vontade com o Júlio a explorar os teus LP's. Ou de quando me deste a conhecer Fausto numa das tuas aulas tão especiais (se existe um Keating do Clube dos poetas mortos, és tu). E se ouvir Rosa Rosae, lembro-me de ti e das tuas explicações de latim. Acho que acordaste uma língua morta. Como eram agradáveis os teus insultos quando não dávamos com as traduções. Como era agradável fumar às escondidas do João Paulo, até ao dia em que, nos encontrávamos deliciadas a fumar por entre os livros de latim e o João Paulo nos presenteou com uma chegada mais cedo do que o previsto. Aí passámos a fumar no quintal. Aquele quintal que só podia ainda existir preservando a magia da tua passagem, estando na posse de alguém grande como tu, o nosso querido e louco PINHEIRO.
São, estou tão saudosista. Tenho tantas saudades tuas!
Adoro-teeeeeeeeeee!!!!!!!!!
P.S.- Adoptei uma gata velha e doente, vou fotografá-la e enviar-te uma foto.
beijos mil


De: Alberto José da Silva
a 8 de Setembro de 2006
Adorável insurrecta!
És uma linda tempestade que dá asas até a quem não tem. Uma paisagem inesgotável de emoções.
Dominas, pelo menos, mais uma dimensão do que eu.
Gosto deste teu Poder que me fascina sempre, mais e mais.
Transformas mais do que pão em rosas...
Estava a ouvir umas coisas do passado e, de mansinho, lá me apareceste no meio de alguns versos, que partilho aqui:


Olá
Chegou-me à caixa das novas de outro lado um pedido, que não sei se conheces. Se não, tanto faz.
Convido-te para um passeio. Faço questão de que sejas tu a escolher o sítio.
Tomaremos um café para levantar a resistência da viagem.
É marginal, o rio passa, escuro da representação da noite. Aonde irá? Apetece-me construir uma canoa de nuvens e, contigo, deixar-me levar até onde ele quiser .
Entretanto...
Entretanto, vejo-te de costas, talvez na busca de uma estrela cadente que recorde que, estando parados, voamos à velocidade que as asas da mente e do coração podem levar-nos.
Vejo-te maravilhada, observas o que está escondido pela poluição luminosa com que as cidades nos endandeiam, ciumentas do prazer da vista e do pensar bom.
Aí estas tu, assumidamente doente, corajosa, viva graças à música que não consigo ouvir, aos poemas que me custa decifrar, ao amor que irradias com o amor que dás a todos.
Não sabes quanto me faz sentir bem saber que és minha amiga. São tão poucos os que me restam!
Amo o êxtase perante o belo;
amo a sensibilidade dos que não perdem os sentidos quando o corpo já tem dificuldade em sentir; amo a frontalidade e a coragem de falar sem pudores;
amo o amor à vida de quem a sabe ténue;
amo aquilo que sinto poder faltar-me se confrontado com a fragilidade do corpo;
amo a força de quem continua viva e não desiste de estar.
Amo-te em tudo isso. Quisera eu ser tu!
Acabámos de beber o café e passeámos pela marginal. Repara, para além da vidraça vejo gente que come. E conversa. Lindo! Comer é também estar com outros, comunicar, dar e receber. E se entrássemos?
Desculpa estar a segurar a cadeira em que te vais sentar. Não é cavalheirismo lamechas. Tivera forças e levar-te-ia ao colo, como fiz aos meus filhos ainda pequeninos e frágeis - para um pai os filhos são diamantes que irão ser lapidados pela protecção que nunca é demais prodigalizar-lhes.
Levar-te-ia até ao fim do mundo, a Atacama, e colheria uma rosa para te oferecer. O calor do teu sorriso dar-me-ia forças para atravessar toda a Patagónia a tempo de colher uma, que abre e morre depressa mas oferece ao mundo a beleza que a Natureza sabiamente lhe deu.
Escolhamos a comida. Que tal... ?
Escolhe tu, que não sei o que te apetece comer. Fico apenas a observar-te. Tomarei outro café como sobremesa.
Deixa que te ofereça um chocolate. Com recheio de carinho.
Afinal não falámos, vimos o que nos rodeava.
Contigo vi passarem pela frente alegrias, esperanças, tristezas disfarçadas...enfim, tudo aquilo de que a essência humana é feita.
Vou pagar-te o jantar. Não conseguirei, todavia, compensar-te da companhia que me fizeste, e do sonho em que me transportaste.
É suposto que deverei enviar o valor do passeio para uma conta que amealha quanto baste para te comprarem um computador portátil. Há-os por aí com possibilidades de fazer o que a voz humana diz. Compreendem-nos e permitem-nos ultrapassar incapacidades.
Se tivesse dinheiro disponível, não me ficaria pelo valor da noite e dar-te-ia de bom grado um computador inteiro, uma mesa de trabalho, uma cadeira onde pudesses sentir-te confortável, uma sala colorida com um céu cheio de encantamento, uma casa no mundo da tua infinita fantasia.
E ainda te daria um grande beijo de agradecimento pelo que me levaste a escrever e a sentir.
Iria ao fim do mundo para o fazer. Muito para além da Patagónia.
Fica bem.
Um beijo para ti, do tamanho do Universo. Que, imenso, não chegaria.





Olá São
Eu sou a Vera, a cara metade do teu amigo Mouta. Não sei se ainda te recordas de mim, só estive contigo uma única vez, já lá vão uns bons anos. Foi numa fugaz visita ao Tejo Internacional, eu o Mouta, o Quim e a Susana passámos pelo teu “Lugar Mágico”, montados num 2 Cavalos Creme, que agora é Amarelo, ainda nós nem éramos mamãs nem papás, isto já foi há uns 8/9 anos.
O teu mundo era completamente diferente do meu, mas naquele pouco tempo que estive contigo, admirei-te … admirei-te pela tua diferença, pela tua força, pela tua coragem e principalmente PELA TUA ALEGRIA DE VIVER, PELA TUA TERNURA, PELO TEU AMOR QUE SE DAVA LIVREMENTE SEM MEDOS NEM FRAGILIDADES. Esta é a imagem que guardo de ti, e agora ao ler o teu e.mail, que curiosamente mandaste para mim, essa mesma imagem que guardei durante estes anos todos, continua viva, presente, gritante, num corpo que repousa, mas numa alma que corre, que pula e que dança. ELA não te fez parar, nem cruzar os braços, porque TU encaraste-a de frente e disseste-lhe -- tu queres viver comigo, ok! mas eu é que dito as regras do jogo, -- e a tua”garra” continuou eloquente, indomável, capaz de ultrapassar as barreiras mais altas e mais íngremes, porque sabes e conheces quais são as forças maiores do mundo, o AMOR e a AMIZADE.
Neste momento estou a trabalhar em Lisboa, e o Mouta está em Portalegre com a Inês e a Rita. A Inês tem 6 anos e foi agora para a primária, e a Rita tem 4 anos e é uma marota de primeira. Este ano vai ser um pouco complicado com esta separação relâmpago, mas para o próximo ano já estamos todos juntos novamente. Durante 10 anos eu trabalhei sozinha em Portalegre, onde tinha um Atelier de Design, mas há 2 meses surgiu uma oportunidade de trabalho e aqui estou eu, foi uma mudança radical, mas até agora está a correr tudo bem, estou a trabalhar numa agência de Imagem e Comunicação, em Carcavelos.
É 1 da manhã e os meus olhitos já só teimam em fechar, eu vou dando notícias ok! E qualquer dia nós raptamos-te para passares um fim-de-semana cá a Castelo de Vide, combinado! Um beijo muito, muito grande para ti de nós os 4.
Vera, Inês, Rita e Mouta


William Shakespeare (1564 - 1616), "As You Like It", Act 2 scene 7
São
Quero agradecer-te tudo o que me deste. Não tem preço... acredita que se não te tivesse conhecido, não seria o mesmo Rui Pinheiro que sou agora. Ensinaste-me a ter projectos e iniciativas, a escolher o que interessa e a ignorar o que não presta.
... um colar de brilhantes, porque me ensinaste a sua futilidade.
... a oferta de um automóvel, porque me ensinaste que posso conhecer o mundo todo a pé ou até nem sair do lugar onde estou (basta abrir um livro).
... a oferta de uma propriedade, porque me ensinaste que o Mundo é todo meu.
... a oferta de uma casa, porque me ensinaste a humildade de dormir em qualquer uma.
... a oferta de um cargo de poder, porque me ensinaste a tê-lo (sou dono de mim).
... basta ir passear até ao Tejo Internacional ou ao Monte Barata.
... basta entrar na minha (tua) casa.
... basta acordar e contemplar o quadro que tenho na parede do meu quarto.
... ou então basta fechar os olhos e pensar em ti e nos momentos que tive a sorte de ter passado contigo.
Estarás sempre comigo e eu estarei sempre contigo.
Obrigado São
... amo-te muito.

07.04.2005

|
Olá São
Eu sou a Joana Mercier, irmã do Tiago dos computadores e mãe da Marta, filha do Zé Alberto "Tito".
Hoje não tenho hipótese de te convidar para o "tal cafézinho", porque o trabalho está um bocadito atrapalhado, mas não faltarão oportunidades... Além disso sei que estás em Lisboa e isso fica-me um "bocadito" fora de mão.
Já combinei com o Tiago que da próxima vez que te for visitar, me leve a tiracolo.
Até lá, aqui fica o desejo de um óptimo dia de anos.
Beijocas
Joana |


Pª já, Amiga São Valente, bom domingo!
Bem-hajas por TUDO; eu IMAGINAVA onde me ia meter , sonhando todos os possíveis - mas actualizá-los com a tua resiliente* coragem e eficácia é o teu pão-nosso-de-cada-dia, e dádiva; e auto-eco-compatibilizá-los está sendo a tua obra de arte (em performance...: não no sentido em que certa performer apresentou internacio
(...)
Mas o que vislumbraremos contigo, nos aquece e toca, e faz envergonhar se não nos esforçamos, não é do âmbito da competição mas sim o gosto e direito conquistado de VIVER com as forças dadas, integralmete, o mais essencial - que contigo tem valorizado o COM-VIVER.(...)
Vão em ANEXO uns versos de Carlos Drumond de Andrade e um vôo pela Paris nocturna. Encontrar-se-ão com toda a sabedoria acordada dos teus neurónios, e vivências (vê o Gedeão tb ANEXADO) que, porque as temos podido consciencializar (e vão até transcendendo o teu próprio momento de comunicação, porque se alimentarão da coragem do que começaste e sustentas), verás que são um teu caminho emergente ao caminhar, pelo qual estás dando à luz uma rede veloz de afecto/razão e dum respirar fundo e com pernas para andar, do dar/receber em amor.
Desculpa o labirito das ideias, talvez de alguma costela arábica portuguesa e do holismo/complexidade de sentir que tudo tem a VER com tudo.
Abri o site Africano anexado ao teu e-mail 2.
À medida que o tempo me chegue, procurarei que cresça o diálogo contigo e com eles.* Resiliência: capacidade de resistência construtiva em face de adversidade...
Renovado agradecimento e apertado abraço.
Elisabete

Marulhar- resto/rasto/rosto de Elisabete Oliveira


Querida São,
“Páli é conhecida principalmente como a língua do budismo Theraväda. A palavra päèi
significa “texto”, e a língua é “a língua dos textos”. Muito pouco é conhecido de suas
origens. Não sabemos onde exatamente ela era falada ou se originalmente ela era uma
língua falada de todo. A antiga tradição ceilonense diz que o próprio Buda falava mägadhï
e que essa língua era idêntica ao páli. O Buda havia nascido em Kapilavastu, uma cidade
no Nepal, e ele passou a maior parte de seu tempo de vida nos reinados de Mâgadha,
Kosala, Vatsa e Vajji, todas elas próximas do Ganges. Portanto, é provável que ele tivesse
falado mägadhï e talvez
(...)
mas tão grande como este sol tão perto do meu coração. E para ti, te envio Mil Universos Luz de Carinho e Amor, que sejas sempre uma Luz como sempre foste, cheia de energia e vida. Quanto ao Karma, todos o têm e não te esqueças que existe sempre uma razão para tudo...até as lágrimas que doem, são uma benção no coração daquele que acorda...a realização não está no corpo nem no mundo, realiza-se nestes, mas encontra-se para além acima, na euforia do meu contentamento...na ponte superior que estabeleço entre mim e a minha natureza...nesse amor contemplativo, que nem pede nem fala, nem espera...simplesmente olha nessa transfusão de loucura e Luz em que a união se combina, nesse eterno poder...Ser.
Aquilo que o teu amiguinho procura de momento, não mais é que o que o Buddha e o Mestre Jesus também procuraram...a saída desta ilusão e deste sono profundo que é a morte carnal em percepção. Ajahn Chah, o mestre do Superior deste mosteiro onde estou, dizia ‘morre antes de morreres’, ‘awake before you die’, acorda antes de morreres...tu já estás bem acordada...venceste o poder definhante da própria morte no teu corpo, na consciencia que tu és. Não te esqueças, os Mestres da Luz esperam por Ti e é a tua consciencia e acreditar que Lhes dará a mão. Sê forte em Espírito, pois é no espírito que vences essa batalha, não te identifiques com o corpo. O corpo, os olhos, os ouvidos e todos os sentidos, estão embaciados em relação àquilo que é o Espírito.
Um Milhão de Xi Corações para Ti, e seja lá quando partires, não te esqueças que é a Glória e o Poder do Espírito que arrombam tudo...a condição física é só a porta para uma humildade maior...aquela que te levará a quem realmente és em Deus...toda a Alegria do Universo que já És.

Olá, São !
Soubemos, pelo Paulo, da campanha da Linha Africana, assim como soubemos, depois, do bom êxito obtido. Mas, embora tardiamente, queremos também colaborar e, nesse sentido, foi feita esta tarde uma transferência para a conta indicada naquele site.
E como nos é pedido que façamos uma descrição de um contacto contigo, vamos a isso.
Decerto te lembrarás de que, em 1983, vieste um dia a nossa casa - com o João Paulo, salvo erro - trazer uma bolinha branca felpuda que cá deixaste ficar e que veio depois a receber o nome de Butch.
Era um cãozinho que depois se fez muito maior e do qual tratámos durante 14anos, pois foi essa a idade com que morreu (em 1997).
Nós não estávamos muito receptivos à ideia de ter um cão cá em casa, mas a verdade é que ele foi, ao longo desses anos, uma excelente companhia. Em muitasocasiões não foi fácil levá-lo à rua três vezes por dia (especialmente nos dias e noites de chuva e frio), mas o bicho foi sempre tão sossegado, esperto e simpático que nos afeiçoámos deveras a ele e ainda hoje o recordamos com frequência.
A certa altura, o veterinário entendeu que ele precisava de ser operado nocachaço e vê lá que, à falta de alguém mais credenciado, fui eu (Valdemar) que servi de ajudante na operação!
Era nosso costume, à noite, ver televisão com ele ao nosso lado. E eu (Valdemar) habitualmente fazia-lhe (por duas ou três vezes, para ele perceber bem) uma pergunta: «Butch, queres uma bolacha?». Ele ouvia com toda a atenção, até porque conhecia bem o significado da palavra «bolacha». Depois, eu dizia-lhe: «Vai pedir à madrinha». Ele dirigia-se para junto da Alda e começava a ladrar para ela e só se calava quando ela se levantava e lhe ia dar a bolacha pretendida.
São pormenores como este que nos levam ainda hoje a lembrarmo-nos dele- e também a, tantos anos decorridos, agradecer-te essa oferta.
Muitos beijos dos teus amigos
Alda e Valdemar



Olá Sao,
este Inverno è muito muito comprido cá á Austria.
Está sempre a nevar desde Novembro e já enviei te fotos sobre a natureza branca que temos. E quando nao neva, gela!
Cada 20 anos o lago “Wört” va gelar-se todo e a ultima vez foi no 1987. Mas, tambem no 2006 aconteceu!
Foi gelado para 2 semanas porqué aviamos –20 graos. Entao comprei os patim(os?) fomos patinar de Klagenfurt até Velden para c.ca 20 km.
A atmosfera é magica. A coisa melhor para fazer è tomar o pequeno almoco e ir cedo de manhá, as 9, 9 e meia, porqué há ainda ninguem. As 11 horas já a muita gente, muitas familias com os miudos que nao querem patinar muito, e assim o pae va trazer os filhos num trenó.
Hà tambem muita gente que joga hoquei, normalmente rapazos que desta maneira vao a procura das raparigas!
Entao, quando muitas pessoas chegam ao lago, nos deixamos Klagenfurt e vamos patinando até Velden. A ida nao è um problema porqué temos o vento favoravel, paramos no mei de caminho e comemos algo, bulachas e chocolate porqué dao muita energia e sao tao boas! A chocolate da Austria nao è aquela belga, mas è realmente muito boa (lembraste as “balas do Mozart”!?).
E depois duma pausinha patinamos ainda um bocado, até a quando nao voltamos. Oi oi, a volta…o vento è muito forte e precisamos de energia e calor. Entao, tens que saber que há algunos quisques sobre ao lago, onde é possivel beber chá quiente, que é pelos miudos, ou vinho, que é para nos! E um vinho especial, quiente, tinto, com o aroma de canela e o qué á Italia chamamos “pregos do cravo”. Á Austria esto vinho se chama Glühwein que significa vinho candente. Há quisques com muitas coisa para comer, mas a nossa chocolate è melhor! È a chocolate do Hofer, o supermercado que tem a mais boa da Austria. Foi feita uma sondagem e pediram aos miudos “onde se encontra a melhor chocolate da Áustria?” A resposta foi ”Hofer!”. Entao, daquel dia, nao se pode enganar-se!
As 2 e meia estamos novamente em Klagenfurt, levamos ao patimos e temos os tornozelos inchados, talvez um bocados lividos, mas val a pena! Para uma semana è melhor nao ir patinar…
Chegamos a casa e cozinhamos uma sopa e batatas. As 4 da tarde almocamos e jantamos e depois, se ainda temos forca, vamos numa cervejaria (chama-se “Zum Augustin” eproduce ela mesma a cerveja) para beber uma cerveja austriaca as 7 ou 8.
O sabado esta quas a acabar e foi muito lindo.
Queria so perguntar-te se gostas ir connosco!
Muitos beijinhos e gozas do espectaculo, mas tambem da companhia!
Marta e Gernot